Vereadores devem encaminhar voto de repúdio sobre peça teatral a autoridades estaduais – Câmara Municipal de Chã Grande

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Vereadores devem encaminhar voto de repúdio sobre peça teatral a autoridades estaduais

Publicado em 27 de julho de 2018, por Paulo Sérgio

Os vereadores de Chã Grande aprovaram nesta quarta-feira (25), o requerimento com votos de repúdio à peça teatral “O Evangelho Segundo Jesus, a Rainha dos Céus”, que estaria na programação do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), e que retrata Jesus Cristo como transexual. O texto foi apresentado na última reunião, durante fala do vereador Irmão Zaninho (PR), por parte do presidente da Casa, Jorge Luís (PR).

Segundo o parlamentar, o requerimento deve ser encaminhado a autoridades estaduais, já a partir desta quinta-feira (27). Além do próprio Campo das Princesas, sede do Governo do Estado, UVP, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Fundarpe, Secretaria de Cultura também devem ser os destinos do documento, assinado pelos 11 vereadores que compõem a Câmara de Chã Grande.

“Nós não tivemos medo de nos posicionarmos dessa forma. Nós temos uma população cristã de 85% da população brasileira. Então na opinião da Casa Paulo Viana de Queiroz, é um desrespeito com a fé cristã brasileira, onde Jesus é tratado como rainha”, disse Jorge Luís. “A gente não poderia, de forma nenhuma, ser omisso a uma atitude dessa. Estamos protestando com esse tipo de peça que denigre a fé das pessoas, que inviolável”, completou.

A polêmica começou quando a programação do FIG foi divulgada, com a participação da peça teatral, proibida em outros lugares do Brasil. Em seguida, o Governo do Estado acabou retirando a peça da programação. Mas o Ministério Público entrou em questão, ordenando a volta à programação do evento.

O Festival de Inverno em Garanhuns iniciou ainda na última semana. Até o momento, a peça segue suspensa pelo Governo do Estado. O prefeito do município, Izaías Régis (PTB), também proibiu a encenação em Garanhuns. Uma vaquinha online chegou a ser feita para bancar a atração. Nesta quarta, o Tribunal de Justiça determinou que a peça seja reintegrada à programação, sob pena de R$ 50 mil caso não seja cumprida a decisão.


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